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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PLUTÃO, O MUNDO SUBTERRÂNEO - por bolores Villegas

"Quem tem um porquê pelo qual viver pode suportar quase qualquer como." Nietzche

Jung considerava que "o significado torna muitas coisas suportáveis... todas, talvez". E o significado nos ajuda a transitar pela vida, intuindo ou entendendo que tudo tem um porquê, um para quê, e que tudo é, ainda que não pareça, para o bem, como diriam os estoicos.
Nossa evolução e crescimento interiores vão juntos com esses períodos ou etapas de crise. E impossível viver com profundidade e não sentir dor nem passar por momentos de crise, depressões ou mudanças que produzam transtornos importantes.
Na antiga China havia uma expressão muito justa para falar de crise: wei-chi, (perigo-oportunidade). Como vemos, depende de como enfrentamos esses momentos críticos ou oportunidades de crescimento e evolução. Algo morre, mas também nasce algo novo. Nada permanece tal como era: ficamos sem o velho, mas é provável que emerja algo diferente e melhor.
A questão não é, pois, como podemos evitar a dor, a crise ou a mudança, mas como podemos entender esses períodos da nossa vida e aproveitar deles a forma mais positiva possível. Para cooperar com nosso crescimento, com nosso despertar interior, é necessário que escutemos o que acontece dentro de nós.
Compreender algo mais da linguagem da vida, tratando de desenvolver nosso verdadeiro eu dentro do casulo da personalidade, é algo que tem muito que ver com a simbólica linguagem da Psicologia e da Astrologia.
Nesse caso, trata-se de ver algo mais sobre o misterioso Plutão, (um dos deuses da mudança), cujos trânsitos pelos pontos-chave de nossa carta natal marcam os processos de "morte e ressurreição". E verdade que Plutão nos divide, mas o faz com um objetivo: para que possamos nos reconstruir de outra maneira. Representa uma força que destrói nossa identidade fundada na personalidade, até que cheguemos a descobrir nossa essência, o núcleo eterno e universal de nosso ser.

OS MITOS PLUTONIANOS
Segundo a Mitologia, Plutão ou Hades é o deus do mundo subterrâneo, do além, do invisível, sempre associado aos tesouros ocultos e riquezas inimagináveis. Seu oculto reino dentro da psique é o inconsciente, tanto em termos pessoais como coletivos, no qual o herói ou candidato aos mistérios deverá penetrar sozinho para conquistar o conhecimento secreto e as riquezas que não têm preço. A vitória nas provas lhe outorgará a "pérola inapreciável'', a "joia do eu superior". Para ganhá-la, geralmente, temos que arriscar tudo. Por meio da mudança alcançará a consciência da imortalidade.
Hades é a terra que alberga as sombras dos mortos, os quais esperam ali o momento do renascimento e da ressurreição. É uma espécie de purgatório, onde, por um processo de limpeza e depuração, as almas se preparam para a etapa seguinte de sua viagem Nesse caso, a purificação se realizará pelo "fogo", que na Alquimia corresponde a uma etapa da obra, a calcinatio.
Plutão passa seu tempo tentando obter alguma reação dos milhões de sombras adormecidas que o rodeiam, aguardando, para oferecer-lhes a "bebida que regozija”. Nessa chave, Plutão é o iniciador nos Mistérios.
No rapto de Perséfone (a alma humana), encontramos, na chave psicológica, a exposição da intrusão de Plutão, o inconsciente, na mente consciente, que costuma experimentar-se como urna violação interior, processo do qual nunca se sai incólume. O momento do rapto é o indicado para que se inicie a mudança, quando o sistema potencial interno recebe estímulos e põe em marcha um novo ciclo de percepção e expressão, uma confrontação com o "destino". A pessoa será obrigada a experimentar e mudar, para acomodar-se a uma nova visão das coisas.
Penetrar no inconsciente leva a uma luz e uma percepção maiores, e permite a integração interna e o autodesenvolvimento, Plutão é o mistério que iremos, pouco a pouco, integrando e conscientizando, por meio de suas provas de acesso correspondentes.
Deus misterioso, envolto em um manto de obscuridade, não costuma se mostrar aos que não estão preparados para entrar em contato com ele. O manto disfarça o fato de que nas profundezas do coração da obscuridade está o deslumbrante brilho de sua luz.
É um curador da psique, extraordinariamente, eficaz, um iniciador no caminho da iluminação, um unificador dos opostos, aparentemente, contraditórios, mas complementares. A realidade oculta de Plutão está representada no símbolo da Fênix, que nos fala da imortalidade da vida que reside no interior da forma, vida que renasce perpetuamente das cinzas do seu velho ser.
É o triunfo da vida imortal, aprisionada na matéria, sobre a morte.


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Silfos

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"Eu vos saúdo, Silfos, Que constituís a representação do ar e dos ventos, Portadores das mensagens para toda a terra, Eu deposito em vós a minha imensa confiança, Pois meus pensamentos são sempre positivos, Voltados para o amor de todas as coisas existentes. Fazei de mim a imagem do esplendor da luz. Fazei deste pensamento, meu milagre! Mestres do ar, Eu vos saúdo fraternalmente." Fada do Amor!