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O INDIVÍDUO E SEU DHARMA

I. K. Taimni (Destacado e erudito teósofo hindu, doutor em Química pela Universidade de Londres, foi professor de pós-graduação e pesquisador em Química na Universidade de Allahabad. Versado na filosofia indiana, na prática da Yoga e nos princípios da Teosofia.) (Extraído do livro Estúdios sobre la Psicologia de la Yoga, de I.K. Taimni, editado pela Federación Teosófica Interamericana, Buenos Aires, 1982). O homem, em sua mais íntima natureza divina, é essencialmente Uno com a Realidade sustentadora do Universo e faz parte dela. Trataremos aqui da relação entre a Vontade Divina e a vontade humana. Posto que o homem é essencialmente divino, sua vontade é um fator importante no drama universal que está se desenvolvendo. É certo que o exercício de sua vontade está limitado pelo seu grau de evolução, mas sua vontade afeta em maior ou menor medida a corrente de sucessos vinculados com a vida humana. Ainda que os seres humanos...

Minha distante Gaia...

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Em um lugar distante, harmônico e de grande vibração, entrego minha Alma a esse Grande SER. Sinto-me a vontade, observando a beleza e a sutileza da vibração e da energia ali formada. Digo: "Sou Sua". Peço-te: A serenidade dos Anjos e Mestres para que eu possa caminhar junto a esses "corpos" e mantê-los na sutileza que o Senhor nos alimenta. Sou parte deste pedaço de Universo que ainda desconhecemos, sou uma partícula desta Divina Presença. No meu Universo habita o Senhor, Meu Universo sou Eu e o Senhor! Entendo essa união. A luz emanada ainda muito forte banha e ilumina todos os meus órgãos vivos, somos UM! Essa luz faz parte do meu caminho. Sou Sua e sou Sua! Minha Gaia eterna! Fada do Amor!

Oração ao Deus desconhecido

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Antes de prosseguir no meu caminho E lançar o meu olhar para frente Uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti, Na direção de quem eu fujo. A Ti, das profundezas do meu coração, Tenho dedicado altares festivos, Para que em cada momento Tua voz me possa chamar. Sobre esses altares está gravada em fogo Esta palavra: “ao Deus desconhecido” Eu sou teu, embora até o presente Me tenha associado aos sacrílegos. Eu sou teu, não obstante os laços Me puxarem para o abismo. Mesmo querendo fugir Sinto-me forçado a servi-Te. Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido! Tu que que me penetras a alma E qual turbilhão invades minha vida. Tu, o Incompreensível, meu Semelhante. Quero Te conhecer e a Ti servir. Nietzsche

No Jardim ...

"Quem com olhos da devoção vislumbrou como a alma da terra formou os cristais; quem viu a chama no germinar do grão, na vida a morte, o nascer no morrer; quem encontrou o irmão nos homens e nos animais e nestes reconheceu o irmão e Deus, este festeja à mesa do Santo Graal a Ceia, com o Salvador, que é Amor... Ele procura e encontra, como Deus mandou, o caminho ao Paraíso perdido." Manfred Kyber

Beleza e evolução ...

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Beleza infinita irradiada com a ternura do som da harmonia das esferas. O Universo nos alimenta com sua mais alta vibração. Somos Um no caminho da perfeição. Ó Grande Ser! Ó Grande Ser! Somos seus filhos na escala da evolução. Ó Grande Ser! Ó Grande Ser! Ilumina nossa Cruz Sagrada. Ilumina nossos corpos. Ilumina nossa evolução! Fada do Amor!

A Imagem Divina

À misericórdia Pena paz e amor, todo ora na afeição: E a tais virtudes de deleite vestem a gratidão. Pois misericórdia pena paz e amor. É Deus o Pai amado. E misericórdia pena paz e amor. O homem filho e cuidado. Tem misericórdia humano coração. Pena, humano rosto: Amor, a humana forma divina, e paz, humano traje porto. Todo o homem já de todo o clima, orando aflito assaz, ora à humana forma divina. Amor misericórdia Pena paz. Todo amará a humana forma. Em pagãos, Turcos ou Judeues. Onde há misericórdia, Amor & Pena. Também habita Deus. William Blake
De lugar em lugar venho pairando, Na mais plena acepção do termo querendo Existir e ansiando ver quebrada Minha vítrea prisão: só não desejo Com quanto vi'té agora ir confundir-me. Um segredo porém vou confiar-te: Ia seguindo o rastro a dois filósofos! Escutei-os, ouvi-lhes: Natureza! Natureza! - Perder não quero a pista; Devem bem conhecer da terra a essência, E talvez é possível que eu descubra Que alvitre para mim será mais próvido. (Uma das falas do Homúnculo, no Fausto de Goethe)