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Oração ao Deus desconhecido

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Antes de prosseguir no meu caminho E lançar o meu olhar para frente Uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti, Na direção de quem eu fujo. A Ti, das profundezas do meu coração, Tenho dedicado altares festivos, Para que em cada momento Tua voz me possa chamar. Sobre esses altares está gravada em fogo Esta palavra: “ao Deus desconhecido” Eu sou teu, embora até o presente Me tenha associado aos sacrílegos. Eu sou teu, não obstante os laços Me puxarem para o abismo. Mesmo querendo fugir Sinto-me forçado a servi-Te. Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido! Tu que que me penetras a alma E qual turbilhão invades minha vida. Tu, o Incompreensível, meu Semelhante. Quero Te conhecer e a Ti servir. Nietzsche

No Jardim ...

"Quem com olhos da devoção vislumbrou como a alma da terra formou os cristais; quem viu a chama no germinar do grão, na vida a morte, o nascer no morrer; quem encontrou o irmão nos homens e nos animais e nestes reconheceu o irmão e Deus, este festeja à mesa do Santo Graal a Ceia, com o Salvador, que é Amor... Ele procura e encontra, como Deus mandou, o caminho ao Paraíso perdido." Manfred Kyber

Beleza e evolução ...

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Beleza infinita irradiada com a ternura do som da harmonia das esferas. O Universo nos alimenta com sua mais alta vibração. Somos Um no caminho da perfeição. Ó Grande Ser! Ó Grande Ser! Somos seus filhos na escala da evolução. Ó Grande Ser! Ó Grande Ser! Ilumina nossa Cruz Sagrada. Ilumina nossos corpos. Ilumina nossa evolução! Fada do Amor!

A Imagem Divina

À misericórdia Pena paz e amor, todo ora na afeição: E a tais virtudes de deleite vestem a gratidão. Pois misericórdia pena paz e amor. É Deus o Pai amado. E misericórdia pena paz e amor. O homem filho e cuidado. Tem misericórdia humano coração. Pena, humano rosto: Amor, a humana forma divina, e paz, humano traje porto. Todo o homem já de todo o clima, orando aflito assaz, ora à humana forma divina. Amor misericórdia Pena paz. Todo amará a humana forma. Em pagãos, Turcos ou Judeues. Onde há misericórdia, Amor & Pena. Também habita Deus. William Blake
De lugar em lugar venho pairando, Na mais plena acepção do termo querendo Existir e ansiando ver quebrada Minha vítrea prisão: só não desejo Com quanto vi'té agora ir confundir-me. Um segredo porém vou confiar-te: Ia seguindo o rastro a dois filósofos! Escutei-os, ouvi-lhes: Natureza! Natureza! - Perder não quero a pista; Devem bem conhecer da terra a essência, E talvez é possível que eu descubra Que alvitre para mim será mais próvido. (Uma das falas do Homúnculo, no Fausto de Goethe)

Aspirando a Espiritualidade ...

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Mergulhar na Espiritualidade objetivo atual na minha verdade interna, buscar o vínculo com esta natureza, buscar cada vez mais o conhecimento de "si mesmo". É o nosso objetivo quando estamos aqui na "ilusão" . Proponho um convite ... Fada do Amor! "Trabalhe com afinco neste 'nada' e neste em 'parte alguma', e abandone seus sentidos físicos externos como também os objetivos de sua atividade. Pois eu lhe digo sinceramente que este exercício não pode ser compreendido por eles". "Pois está determinado pela natureza que através dos sentidos físicos os homens tenham conhecimento de todas as coisas físicas, e não que através destas tomem conhecimento de coisas espirituais". "Nós fomos feitos para amar e todo o resto foi criado para tornar o amor possível" Trechos de A Nuvem do Não-Saber... Monge Inglês no século XIV

Maya

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És um com Deus: Em tua alma levas teu paraíso O exterior, que te turva e entristece, Não cobra realidade senão em ti mesmo: Tu formas as imagens e logo as desejas trocando-as em ídolos. O resultado de tuas sensações para ti Constitui o Universo, e são tuas sensações Qualidades puras de teu entendimento moral. Não há objetividade senão em ti próprio Tu somente és teu fim e teu começo. A personalidade é ilusão das formas efêmeras; Os vasos que contem a água são distintos na aparência, Mas um é o oceano que os enche E ao qual o nobre líquido haverão de restituir em breve prazo. O fenômeno (relatividade entre tu e a matéria) Por ti tem vida, mas tu desdenha-o, Recolhe-te em ti mesmo: verás que não te fere e já livre teu Espírito de Maya, Em divina quietude nadará sempre. Amado Nervo